Como tratar a próstata aumentada

Como tratar a próstata aumentada

fonte:

http://saibadesaude.blogspot.com/2009/12/como-tratar-prostata-aumentada.html

A hiperplasia prostática benigna ou próstata aumentada, como é conhecida popularmente, se caracteriza pelo aumento da glândula da próstata em homens a partir dos 50 anos. É um processo natural do envelhecimento masculino, que não oferece riscos de doenças mais graves. No entanto, o aumento da próstata pode ocasionar sintomas desconfortáveis ao homem, tais como urgência em urinar, aumento da freqüência (principalmente durante a noite) e esvaziamento incompleto da bexiga.

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O aparecimento destes sintomas indica uma obstrução total ou parcial da passagem da urina, devido esta glândula estar localizada ao redor do tubo da bexiga e da uretra.
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Os primeiros indícios do problema notados pelos homens é o fato do jato da urina não atingir a mesma distancia e não sair com a mesma força de quando eram jovens. A HBP pode ser diagnosticada através de um exame físico, com testes que medem o fluxo e a intensidade da urina, ou ainda por raio-X e ultrassom.
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O tratamento varia de acordo com os sintomas, podendo ser clinico ou cirúrgico. Na área clínica, são comumente utilizados dois tipos de medicamentos. Os hormonais reduzem o tamanho da glândula da próstata ao atuar diretamente na testosterona, o hormônio masculino. O mais comumente utilizado neste segmento é o Finasteride (Proscar), que é administrado com apenas um comprimido uma vez ao dia.
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Por agir apenas na próstata, é considerado um medicamento seguro e praticamente livre de efeitos colaterais. Geralmente é utilizado por um longo período porque a glândula começa a diminuir e os sintomas melhoram somente após 3 meses ou mais de tratamento contínuo. Ao interromper a medicação, a glândula volta a crescer rapidamente.
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Outro grupo de medicamentos utilizado, conhecidos como alfabloqueadores, age no relaxamento do músculo da próstata e no gargalo da bexiga. Estes remédios promovem um alívio quase que imediato dos sintomas, porém por atuar em outros músculos do corpo, podem gerar efeitos colaterais desagradáveis, como fraqueza e desmaios. A escolha do medicamento depende dos sintomas e da idade do paciente, porém apenas o médico é capaz de avaliar qual a melhor conduta. De qualquer forma, o tratamento medicamentoso é aconselhado para pacientes que apresentam sintomas leves, ou que não queiram ou não possam ser submetidos a nenhuma operação.
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A cirurgia é um método eficaz para o tratamento da HBP em relação às outras opções terapêuticas, mas o risco de complicações é maior.
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Embora faça parte de um processo natural do organismo masculino, alguns cuidados podem prevenir ou retardar a ação da HPB, tais como limitar o consumo de álcool, café e alimentos condimentados; beber oito ou mais copos de água diariamente; evitar tomar por conta própria medicamentos que contenham efedrina (Claritin, Histadin, Tylenol Sinus, etc). (
remediocerto.com.br)

terça 08 dezembro 2009 01:50 , em saúde do homem


A Andropausa e a Libido.

Andropausa indica o fenômeno associado ao envelhecimento sexual masculino, definido principalmente por alterações na ereção do pênis ou por perda do desejo denominado de libido.
Muitos consideram até um conceito similar ao envelhecimento sexual feminino, denominado menopausa. porém, esse último conceito indica ausência das menstruações, não confundir com climatério que é toda a fase que antecede e continua após a menstruação, e que tem caracteristicas proprias.
Entretanto, esse fenômeno não acontece no sexo masculino, em que não existe a menopausa como tal, de modo que os
próprios autores nãos têm certeza se o envelehecimento sexual masculino seria andropausa. A mulher quando entra na menopausa perde incliusive seu potencial de multiplicar-se  , fato que não acontece com os homens, já que a própria história tem demonstrado que o seox masculino pode procriar-se até o fim da vida.
Na sua definição, andropausa é um fato que acontece associado a uma diminuição do interesse sexual associado a uma impotência sexual ou dificuldades de manter um relacionamento sexual adequado ou normal.
Uma das caracteristica mais interessantes relacionadas à mernopausa feminina é a queda ou declínio da atividade hormonal, que se inicia em torno dos 40 anos de idade. Essa fase é denominada climatério, que não tem uma data certa para iniciar, assim como não tem uma data certa para terminar. Porém, sua variabilidade poderá ir dos 40 aos 55 anos de idade. A menopausa é descrita como a quela fase onde existe ausência definitiva das menstruações.
No sexo masculino , o declinio hormonal não é tão evidente como pode ser observado no gráfico n° 1, popis, após a adolescencia, a ´produção de testosterona se mantêm quase em forma inalterada, até em torno dos 35 anos de idade, momento em que existe uma pequeno e não estatisticamente significativo declinio na produção deste hormõnio. porém, um segundo declinio, também de pouca intensidade, acontece entre 40 e 45 anos de idade.
A partir dete momento existe um declinio lento e progressivo, atingindo, em torno dos 70 anos de idade, mais ou menos, 25 a 30 % da concentração de testosterona comparada com a existente em individuos até os 30 anso de idade.
Porém,, acapacidade reprodutiva do homem, inclusive em idades avançadas, não está comprometida; existem inúmeros casos na literatura mostrando a capacidade de reprodução do hoeme independente da idade. Em termos práticos, a diminuição da capácidade sexual acontece aproximadamente entre 45 e 60 anso de idade, associada principalmente a uma diminuição da vontade de manter uma atividade sexual e em segundo lugar, dificuldade de manter a ereção , um fenômeno denominado de impotência sexual.Mas, o que se tem observado nos últimos anos é que a idade da apresentação dos sintomas tem sido cada vez mais precoce, provavelmente associada a diferentes graus de comprometimento emocional.
Esses dois fatores  seriam os que detrrminam a situação de andropausa e que, por uma definição melhor, se denomina como virinopausa, que seria a ausencia ou a diminuição da capacidade de atividade sexual ou da virilidade neses tipos de pacientes.
Pra entender melhor eses conceitos, vamos colocá-los em formas similares e claras para se poder entender os fenômenos que estão associados com o declinio da capacidade sexual masculina que denominamos andropausa ou virinopausa. 
 É  definida como a necessidade e o desejo de ter um relacionamento sexual satisfatório, que normalmente é obtido atingindo-se o orgasmo.
Normalmente as atividades sexualis de abraçar, beijar e o estimulo da caricia, sem completar no orgasmo, dão a sensação nos participantes de uma frustração e a necessidade de um gratificação sexual maior.
A libido é um desejo sexual, é um apetite para uma gratificação sexual. É derivada do instinto de procriar-se, que é necessário para estender a sobrevida da espécie e é o poder que motiva o desejo e a vida sexual. O desejo sexual ´we similar ao desejop da fome ; quanto maisor o intervalo entre as refeições, maior será a fome. AS intensidade da libido difere de um indivíduo pra o outro,assim como difere nas diferentes fases da vida do paciente.
A libido é uma função que se relaciona a uma mente saudável e é controlada pelo sistema límbico do cérebro, que também está associada ao controle das emoções, do desejo de comer,de fuamar e da atividade sexual. Os pacentes que sofrem com depressão têm uma redução da libido e têm normalmente uma perda total do desejpo sexual.
Freud estudoiu a libido intensamenbte como uma parte da sexualidae e a descreve como um instinto básico . Ele usa o termo com maiores conotações do que normalmente é utilizado; acredita que a ansiedade é o resulado de acumuações de tensões sexualsi e de neuroses , podendo provocar diminuição da libido.
Jung considerou que a libido é a força unitária de todas as energias psiquicas e não somente explicitamente da atividade sexual. Não existem limites definidos para o que constitui a libido normal.
Alguns homens têm uma libido baixa durante toda a vida, um desejo sexual não ferequente.Entretanto, outros homens necessitam de atividade sexual frequentimente para se sentirem satisfeitos. A atividade sexual do hoeme na velhice pode estar reduzida e pode estar correlacionada ao nivel da libido que tinha nas suas idades mais jovens. Por exemplo, o homem jovem, cujo desejo de manter vida sexualou de masturbação era reaalizado uma ou mais vezes por dia, tem o desejo de ter atividade sexualpelo menos duas vezes por semana entre os seus 60 e 70 anos de idade. Mas um homem que deseja atividade sexual duas vezes por semana em seus 30 anos, provavelmente vai se contentar com atividade sexual uma vez por mês nas suas idades mais adultas grafico 02 :
Quando um hoeeme se sente libidinoso, desenvolve melhor os sentidos para atrair ou encontrar uma mulher que seja sexy. É nesse momento que a testosterona forma parte do quadro , já que a testosterona é o hormônio sexual masculino cujos niveis normais são extermamente importantes para definir sua atividade sexual .
Tento é que já está definido que o hoeme que normalmente tem níveis de testosterona adequados ou mais proximos dos níveis altos do normal, considera e tem formas de encontrar as definições de atração sexual nas mulheres. Entretanto, os homens que têm níveis de testosterona baisxos, com libido baisxa, normalmente acham que todas as mulheres são iguis para eles.
Existem diferenças consideráveis entre as necessidades de gratificação sexual entre os homens e as mulheres; tanto para um como para outro a diminuição da libido com o envelhecimento é normal, mas não desapárece totalmente. Mulheres saldáveis mantêm a libido pratoicamenbte sem grandes alterações durante toda a sua vida. normalmente existe um aumento da sexualidae nas idades intermediárias , entre os 30 e 40 anos de idade, com muma diminuição gradual nas idades geriaátricas. A libido da mulher permanece ativa inclusive quando a mulher chega a oitava decada de vida .
Os homens, por outro lado, podem encontrar satisfação sexual com mulheres das quais eles não encontram atração em particular.A atração fisica normalmente se inicia com on relacionamento, mas mas não é necessária para homens cuja libido é artigo e é facil encontra satisfação nas experiencias sexuais . Apesar dele não encontrar uma mulher simpática, linda ou bonita para si, pode atingir o seu orgasmo sexual e encontrar prazer num relacionamento sexual com outra mulher.
A gratificação física é igual à experimentada na mulher pela qual ele tem atração. por´[em pode existir uma grande diferença na satisfação emocional principalmente quando a atividade sexual ér realizada com uma mulher pela qual ele se sente atraido.
A libido masculina pode ser aumentada por fatores eextrinsecos independentimente dos niveis da testosterona . Abstinência, por exemplo, é um fator significativo, quando existe um estimulo erótico a qual ele está exposto. esses estimulos são bem reconhecidos e utilizados como marcadores em cienemas e em material que é utilizado da propaganda. Tanto homens quanto mulheres são susceptíveis à estimulação auditiva e visual sexual.Mas muitas pessoas são ofendidas pelo material pornográfico, muito mais frequentimente as mulheres do que nos homens. Mas as mulheres respondem  às histórias romanticas e aos cinemas com o aumento da libido da mesma maneira.
O contato do corpo durante a dança aumenta a libido, mas isso é considerado mais como a resposta do desejo que como uma resposta da mlibido. Em resposta à exposição à estimulos eráticos e experiencias, determina-se quanto a libido termina ou se inicia e esse fenômeno é dificil de identificar. Quando a libido é baixa, inicio da atividade ou desejo sexual pode estar retardado ou estar totalmente ausente.
Após um realcionamento sexual , uma mulher normalmente est´[a inclinada a sentir mais amor e afeto pelo seu amante; o coito pode ser aumentado. Se o relacionamento sexual é realizado na ausencia de amor e feito somente pra obter gratificação sexual , o hoeme vai preferir manter distãncia da mulher, no caso tanto fisica como emocionamente, até a fase seguinte, etapa onde vai sentir novam,ente, com desejo ou libido presente para manter a atividade sexual.Apesar dos adultos conhecerem esta disparidade, tanto nas caracteristicas psicologicas em hoemens quanto em mulheres, mnem todeo mundo está adequadamente preparado para discutir ou para enfrenatr estas realidades e em alguns casos um adequado aconselhamento pode permitir aproximar essas diferenças criadas por tais situações. 
 
 
 

segunda 24 outubro 2011 21:50


Revelações da alcova

Maria Guimarães No corre-corre da vida urbana, o estresse vem de carona. Entre trabalho, trânsito, família, tarefas domésticas e lazer, os afazeres se sucedem e as horas de sono que o corpo pede com insistência são um luxo cada vez mais raro. Não é só o físico que resiste mal à tensão e à falta de repouso. A motivação e o desempenho sexuais também são vítimas, segundo estudos recentes. Além de sabotar uma atividade prazerosa e vital, reduzindo o desejo e causando impotência, o estresse pode também provocar infertilidade feminina e, portanto, a dificuldade de muitos casais terem filhos. “O sexo é essencial à preservação da espécie”, resume a biomédica especialista em sono Monica Andersen, do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para justificar seu interesse científico no assunto. De manhã cedo, quando vai à Unifesp nos finais de semana, Monica passa por jovens saindo dos bares no bairro paulistano Vila Mariana. Não pode deixar de pensar nos possíveis efeitos de trocar o dia pela noite com frequência nos dias de folga. Noites de pouco sono – a forma de estresse mais comum que a vida urbana moderna impõe ao organismo – afetam a memória, reduzem a capacidade de manter a atenção, causam hipertensão e atiçam a fome e a necessidade específica de ingerir comidas calóricas, que levam ao aumento indevido de peso, entre outras consequências indesejadas. Nos últimos meses o grupo da Unifesp liderado por Sergio Tufik, médico e diretor do Instituto do Sono, um dos 11 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela FAPESP, vem mostrando uma consequência da privação de sono talvez mais preocupante, para os homens, do que os males que põem a vida em risco: dormir mal pode causar impotência. O resultado emergiu do levantamento epidemiológico Episono, que analisou a qualidade do sono de mais de mil habitantes da cidade de São Paulo com idades entre 20 anos e 80 anos. Realizado no Instituto do Sono, esse estudo já havia revelado que um terço das mulheres que vivem em São Paulo tem insônia e um terço dos paulistanos sofre de apneia do sono, interrupções na respiração que provocam o despertar momentâneo (ver Pesquisa FAPESP nº 158). Agora põe às claras os danos que a privação de sono causa à saúde sexual. Durante o Episono, Monica fez a 467 homens uma série de perguntas sobre seu desempenho e desejo se xuais. Uma das questões em especial definia se o homem sofria de disfunção erétil: “Como você descreveria sua capacidade de ter e manter uma ereção adequada para um intercurso satisfatório?” Para a surpresa da pesquisadora, 17% deles responderam que “às vezes” ou “nunca” conseguiam. Essa taxa, que já é muito alta, sobe ainda mais depois dos 50 anos, quando 63% dos homens passam a reclamar de disfunção erétil, como detalha a equipe da Unifesp em artigo em processo de publicação na Sleep Medicine. Dos 20 aos 29 anos de idade, o problema é menos comum: 7% dos jovens se queixam do próprio desempenho sexual – mesmo assim, uma proporção completamente inesperada para essa faixa etária. A idade é o principal fator de risco para a disfunção erétil – depois dos 40, o risco aumenta. Ao avaliar a saúde e os questionários junto com resultados de polissonografias, o exame mais completo para avaliar a qualidade do sono, Monica constatou que as noites maldormidas também são um verdadeiro atentado contra as ereções. O que ela demonstrou agora valer para os homens já havia sido observado anos atrás entre camundongos pelo pesquisador norte-americano David Gozal, da Universidade de Chicago, um dos maiores especialistas mundiais da área, que esteve em São Paulo em novembro para o 3o Congresso Internacional de Medicina do Sono. O efeito prejudicial da privação de sono sobre a ereção nem deveria ser tão surpreendente assim. Afinal, o bom funcionamento do pênis depende de um sistema circulatório eficiente, o que está longe de caracterizar as pessoas que têm distúrbios de sono. Em busca de marcadores genéticos ligados à propensão a desenvolver problemas eréteis, a equipe da Unifesp corroborou a complexidade que caracteriza a fisiologia da ereção. Segundo artigo que deve ser publicado em breve no Journal of Sexual Medicine, a revista mais renomada dessa área de pesquisa, a disfunção erétil aparece associada a diabetes, hipertensão, severidade de apneia do sono, idade e índice de massa corporal (a principal medida de obesidade). Todos esses problemas de saúde também estão de algum modo relacionados aos distúrbios do sono, o que torna difícil dissociá-los. O grupo pesquisou variações na sequên cia genética responsável por produzir a óxido nítrico sintase endotelial (eNOS), enzima responsável pela produção do óxido nítrico, um neurotransmissor com função crucial na ereção. Esse gene parecia um bom candidato para ajudar a prever os riscos de disfunção erétil, mas pelo visto não é. Ao menos na população paulistana e na alemã. “Talvez porque essas populações tenham mais tendência à obesidade”, especula Monica. Fatores de risco como o excesso de peso poderiam mascarar a associação entre alterações no gene e impotência, detectada por estudos feitos no México, em Taiwan e na Turquia. Diante desse resultado, a especialista em sono e sexo não desistiu e já encontrou outro gene promissor a indicar os riscos de disfunção erétil, que relata em artigo ainda não publicado. A base para entender o que acontece em seres humanos vem de um extenso corpo de pesquisa com ratos. Apoiados sobre ilhotas com água em volta, os ratos cochilavam durante os experimentos, mas eram privados de sono REM, a fase em que ocorrem os sonhos. É que nessa fase o cérebro desativa os músculos, fazendo os ratos encostarem o focinho na água e acordar, como uma pessoa que dorme no ônibus e apoia a cabeça no ombro do vizinho desconhecido. O efeito é parecido: um sobressalto que interrompe o sono REM. “Depois de quatro dias de privação de sono”, conta a pesquisadora, “metade dos ratos tem ereção sozinhos na gaiola”. Os vídeos do experimento não deixam dúvida. Os ratos têm ereções, se masturbam e até ejaculam. “A falta de sono desencadeia algo que aumenta a motivação sexual”, conta Monica. Pelo menos parte da explicação para esse efeito – chamado pelos pesquisadores de hipersexualidade (ver Pesquisa FAPESP nº110) – está nos hormônios. O teor de testosterona, hormônio em geral associado à masculinidade, cai vertiginosamente nos ratos privados de sono. E a concentração de progesterona, outro hormônio sexual, fica cinco vezes mais alta, de acordo com Monica. O resultado parece contradizer os problemas eréteis observados nos homens com distúrbios de sono. Monica, porém, lembra que a ereção e a ejaculação são reflexos, mas o sexo é muito mais do que isso. Ela mostrou que quando entra em cena uma fêmea receptiva, os machos impedidos de dormir têm mais dificuldade em ter um desempenho adequado. Em um artigo publicado este ano na Behavioural Brain Research, Tathiana Alvarenga, da equipe de Monica, mostra que ele cerca a fêmea e faz várias tentativas de comportamento de monta, como é normal. Mas precisa ensaiar muito mais vezes do que os ratos descansados. O problema envolve tanto a penetração como a ejaculação, que se tornam muito mais difíceis. E preocupa porque a privação de sono não afeta só os jovens que passam a noite na balada. “Antes as pessoas dormiam com as galinhas, hoje passam as noites na internet”, compara Monica. Agora o trabalho ocupa boa parte do tempo e, quando não se abre mão de lazer, família e vida social, quem fica no abandono é o travesseiro. As mulheres, que tendem a acumular, além da profissão, as funções de mãe e de administradora da casa, também podem estar em risco e muitas vezes não conseguem dormir à noite organizando a agenda ou revisitando os acontecidos do dia. Embora a equipe de Monica ainda não saiba que danos a insônia causa na fertilidade, algumas pistas já aparecem em estudos com ratas, consideradas um bom modelo para entender o sistema reprodutivo feminino humano por ter um funcionamento neurológico e hormonal muito semelhante – a principal diferença é que o ciclo das ratas dura cinco dias, em vez dos 28 humanos –, como mostra artigo que será publicado em breve noJournal of Sexual Medicine. O grupo da Unifesp privou ratas de sono REM por quatro dias em diferentes fases do ciclo hormonal. Quando a privação termina na fase do ciclo hormonal em que elas estão receptivas e, depois de descansadas, encontram um macho, a falta de sono as torna ainda mais receptivas ao ato sexual. Elas correm pela gaiola, dão pulos verticais, suas orelhas tremem e arqueiam as costas com muito mais intensidade para expor a região genital – todos sinais de intensa solicitação sexual, mais do que receptividade. O contrário acontece quando a privação de sono começa na fase não receptiva, correspondente à da tensão pré-menstrual (TPM) humana. Depois de repor o tempo de sono perdido, as fêmeas deixam bem clara sua aversão aos machos que as tentam seduzir. Elas soltam guinchos, erguem-se nas patas traseiras e atacam o pretendente com as dianteiras, como pequenas boxeadoras. Quando nas quatro patas, curvam as costas em U invertido. Depois de algumas tentativas, os machos não veem alternativa senão desistir (veja vídeos da experiência). Tensão sexual - Análises dos níveis hormonais dessas ratas revelaram que, como nos machos, a falta de sono afeta os teores de progesterona, provocando consequências diferentes conforme a fase do ciclo. A fisiologista Janete Franci, da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, estuda o efeito dos hormônios no sistema reprodutivo das ratas e mostrou que o estresse pode tanto desencadear a ovulação como inibi-la. Na fase pós-menstrual, período que costuma ter uma duração variável, os estrogênios e a progesterona aos poucos preparam o corpo para a ovulação. A equipe de Janete descobriu que um estresse súbito e de curta duração nessa fase pode provocar uma ovulação precoce. Isso explicaria os indícios já antigos de que mulheres que sofrem estupro têm uma probabilidade maior de engravidar do que as que têm relações sexuais voluntárias. Para simular a violência sexual, os pesquisadores usaram um bastão de vidro para delicadamente estimular o colo do útero das ratas. Como esse procedimento não se compara à agressão sexual sofrida por tantas mulheres mundo afora, eles conseguiram criar uma situação de medo ao colocar um gato à vista das roedoras durante o experimento. “Vimos um pico de progesterona maior que o normal ocorrer antes do esperado”, conta Janete. Como a descarga de progesterona que antecede a ovulação foi antecipada, a pesquisadora acredita que a liberação do óvulo também aconteça mais cedo. Janete explica essa antecipação: o estresse ativa a glândula adrenal, responsável por secretar a adrenalina, o principal hormônio que induz as reações de emergência e a liberação dos hormônios progesterona e testosterona. O pico de progesterona desencadeado pelo medo, por sua vez, aumenta a concentração do hormônio luteinizante (LH), que provoca a ovulação precoce. Isso tudo só acontece na fase que corresponde à pós-menstrual, quando os estrogênios estão preparando o corpo para a ovulação. Fora dessa fase, Janete observou uma reação oposta nas mesmas condições experimentais: os níveis de LH chegam a cair em situações de estresse. “Precisamos agora estudar a viabilidade dos fetos gerados a partir de uma ovulação fora de hora”, alerta Janete. Não se sabem as consequências de fecundar um óvulo que ainda não estava completamente maduro. Assim como um grande susto pode desencadear a cascata de hormônios reprodutivos em mulheres, o estresse crônico pode levar à infertilidade. Em ratas, o grupo da USP mostrou que o estresse continuado pode estar por trás da maior causa de infertilidade – a síndrome do ovário policístico, que atinge uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Não se sabe por que nessas mulheres o óvulo fica preso dentro do folículo ovariano, cujas paredes vão se espessando e acabam formando um cisto. O resultado é uma ovulação errática, que pode acontecer duas vezes a cada ano em momentos imprevisíveis e tornam uma gravidez bastante improvável. “Muitas dessas mulheres são ansiosas”, conta Janete – uma pista de que o estresse deve fazer parte da gênese do problema. “É comum que elas desistam de engravidar, adotem uma criança e, com a tensão eliminada, engravidem logo em seguida.” Ratas expostas a longos períodos de estresse – três horas por dia dentro de uma geladeira a 4 graus Celsius durante oito semanas – desenvolveram a síndrome do ovário policístico, segundo artigo publicado pela equipe de Ribeirão em 2008 na Endocrinology. O grupo de Janete verificou um excesso de noradrenalina no ovário dessas ratas, principalmente depois de quatro semanas de estresse. Com mais quatro semanas é como se houvesse uma exaustão da capacidade de produzir dos hormônios, que se tornam menos abundantes. “Mostramos pela primeira vez que o estresse pode causar infertilidade”, conta a pesquisadora, que descreve como a síndrome se instala em mulheres: “Se na puberdade o teor de noradrenalina de uma menina é maior que o normal, isso poderia implantar a síndrome. Depois, mesmo que a quantidade de noradrenalina liberada diminua, não há mais como tratar”. O artigo publicado no ano passado, parte do trabalho de doutorado de Marcelo Bernuci, mostrou também o envolvimento de uma região do encéfalo chamada locus coeruleus no bombardeio de noradrenalina que ataca os ovários: quando seus neurônios (de cor azul) são lesionados, as ratas não desenvolvem ovários policísticos ao longo das oito semanas do experimento. Bernuci agora está testando o propanolol, um anti-hipertensivo usado na prevenção de infartos, para bloquear a ação da noradrenalina no ovário – algo que pode se tornar uma arma no combate à síndrome do ovário policístico. No berço - Janete também verificou que os efeitos do estresse no sexo não se limitam aos jovens e aos adultos atarefados com obrigações e lazer. Acontecimentos traumáticos logo depois do nascimento podem afetar o desenvolvimento do cérebro e ter efeitos duradouros, como mostra o trabalho em colaboração com o fisiologista Aldo Lucion, do Laboratório de Neuroendocrinologia do Comportamento da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em ratas que sofreram repetidas separações da mãe quando recém-nascidas, diminuiu à metade o número de neurônios da região preóptica medial, uma área do cérebro envolvida no controle da ovulação, como mostra artigo deste ano na Brain Research. Segundo Lucion, as separações eram breves e não causavam outros problemas a não ser a angústia do rompimento do laço materno. Nos primeiros 10 dias de vida dos ratinhos, os pesquisadores retiravam uma vez por dia todos os filhotes do ninho ao mesmo tempo, os seguravam na mão por cerca de um minuto antes de os devolver à mãe. Essa rápida separação já foi suficiente para reduzir não só o número, mas também o tamanho das células da região preóptica medial. E a alteração foi duradoura, conforme mostraram as análises do cérebro das ratas aos 11 dias, logo depois do experimento, e aos 90 dias de idade, o que corresponde nas mulheres a mais ou menos 30 anos. A alteração no cérebro parece explicar as observações publicadas no ano passado naNeuroendocrinology: fêmeas manuseadas na infância mais tarde têm alterações importantes no comportamento sexual e na fisiologia reprodutiva. As diferenças foram marcantes quando, entre 90 e 110 dias de idade, as fêmeas em período receptivo foram apresentadas a machos. As que tinham sido separadas da mãe na infância produziram menos óvulos e se mostraram menos propensas a exibir o arqueamento do dorso que indica receptividade sexual. O que parece acontecer é que, atrofiada pelas incertezas da infância, a região preóptica medial não consegue estimular a produção dos picos hormonais necessários à ovulação e ao comportamento sexual. Durante o período fértil, as fêmeas do experimento tinham um teor menor do que o esperado de noradrenalina e de óxido nítrico – além de estimular ereções, o óxido nítrico está envolvido na ovulação e na maturação dos óvulos. Como consequên cia, os níveis de três hormônios sexuais – o estradiol (um tipo de estrogênio), o folículo estimulante (FSH) e o LH – estavam mais baixos do que deveriam, sem atingir os picos de concentração necessários para desencadear a ovulação e os comportamentos sexuais. O próximo passo é entender a parte molecular e bioquímica de como o estresse afeta o desenvolvimento do cérebro. “Estamos estudando os fatores de crescimento neuronal”, conta o fisiologista. Os resultados do grupo gaúcho ressaltam a importância da relação próxima e constante entre mãe e filhos. O mesmo vale para humanos, alerta o pesquisador da UFRGS: “A mãe pode estar presente, mas é a qualida de da relação que importa para a criança.” Um estudo não publicado de seu grupo mostrou que filhos de mulheres com depressão pós-parto têm no sangue níveis aumentados de cortisol, um hormônio típico de estresse. “As mães com depressão pós-parto estão presentes, amamentam as crianças e cuidam delas, mas olham pouco para os filhos; o contato pelo olhar é muito importante”, conta Lucion. A reação de estresse dos bebês surpreendeu o pesquisador, acostumado à ideia de que esse mecanismo ainda não estaria formado em recém-nascidos, que não têm os sistemas nervoso e hormonal completamente desenvolvidos. “A mãe não precisa estar presente o tempo todo”, explica Lucion, “mas as crianças precisam de um cuidador estável com quem possam contar”. Em conjunto, os estudos de São Paulo e do Rio Grande do Sul deixam claro que as condições ambientais têm efeitos importantes na neurofisiologia do sexo. O estresse excessivo pode reduzir a fertilidade e o desejo sexual, o que cria problemas para quem quer ter filhos e prejudica um dos prazeres da vida. Entender melhor como isso funciona pode um dia indicar o caminho para terapias, mas desde já a prescrição clara para uma vida sexual plena é não abrir mão de boas noites de sono e evitar o estresse excessivo. Vale a pena, já dizia no século XVI o poeta francês Pierre de Ronsard: “Viver sem volúpia é viver sob a terra”. Artigos científicos 1. ANDERSEN, M.L. et al. Prevalence of erectile dysfunction complaints associated with sleep disturbances in São Paulo, Brazil: a population-based survey. Sleep Medicine, no prelo. 2. ANDERSEN, M.L. et al. Paradoxical sleep deprivation influences sexual behavior in female rats.Journal of Sexual Medicine, no prelo. 3. BERNUCI, M.P. et al. Locus coeruleus mediates cold stress-induced polycystic ovary in rats.Endocrinology. v. 149, n. 6, p. 2.907-16. Jun 2008. 4. CAMOZZATO, T.S.C. et al. Neonatal handling reduces the number of cells in the medial preoptic area of female rats. Brain Research. v. 1.247, p. 92-9. Jan 2009. O projeto 1. Centro de Estudos do Sono 2. Regulação neuroendócrina e efeitos do estresse sobre a função reprodutora feminina Modalidade 1. Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) 2. Projeto Temático Coordenador 1. Sergio Tufik – Unifesp 2. Janete Aparecida Anselmo Franci – USP-RP Investimento R$ 61.891,76 (FAPESP) R$ 1.077.666,13 (FAPESP) Fonte: Revista Pesquisa – http://www.revistapesquisa.fapesp.br/ Veja Também:

quinta 16 setembro 2010 05:49


Nova ferramenta de diagnóstico de cancro promete salvar 5 mil vidas por ano

Nova ferramenta de diagnóstico de cancro promete salvar 5 mil vidas por ano Os cientistas britânicos quantificaram pela primeira vez a relação entre sintomas e diferentes cancros. O resultado são percentagens de risco para sinais como tosse, dores abdominais ou excesso de plaquetas no sangue, avança o jornal i. A informação vai ser transformada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido num software a instalar nos computadores dos médicos de família, nos cuidados primários de saúde, e promete salvar 5 mil vidas por ano, as dos doentes, em que, de outro modo, o diagnóstico seria feito demasiado tarde. Para já só existe informação sobre os cancros do pulmão, do cérebro, da próstata e color-ectal. Willie Hamilton, investigador da Universidade de Bristol – e coordenador do projecto científico que serve de base à nova ferramenta de diagnóstico –, adiantou ao jornal i que está a ser finalizado o trabalho em torno do cancro dos ovários. Segue-se depois o aprofundamento dos sintomas do cancro metastizado e do cancro da mama. Uma dor de cabeça forte envolve um risco de um em mil de ser sintoma de um tumor no cérebro. A impotência é o sintoma mais significativo de cancro da próstata. Para o cancro do pulmão, o sintoma mais importante, mas mais raro, é a expectoração com sangue – os médicos devem centrar-se na falta de ar e na tosse. Previsão do risco de cancro "Estes sintomas são bastante exactos na previsão do risco de cancro. Não dizem se um doente tem cancro ou não tem, mas apenas quão provável é que tenha", adianta o investigador. Desde 2005 que uma equipa de investigação clínica tem publicado os chamados estudos CAPER (acrónimo de Cancer Predition in Exeter), que visam melhorar o diagnóstico do cancro. O projecto é apoiado pelo Sistema Nacional de Saúde britânico e em Dezembro foram publicados os primeiros resultados na British Journal of Cancer, uma revista da especialidade. Através de registos clínicos, foi avaliada a incidência de determinados sintomas em doentes diagnosticados com cancro, mais tarde comparada com a incidência em grupos de controlo compostos por pessoas saudáveis ou com outras patologias. Desta análise resultaram "valores preditivos positivos", ou seja, percentagens que medem a hipótese de um paciente ter um determinado cancro quando revela um sintoma como tosse ou diarreia, considerados inespecíficos, ou outros mais complexos como a hemoptise, tosse com sangue. Mas houve outras descobertas: no caso do cancro colo-rectal, por exemplo, percebeu-se que existe "o conceito de sintoma de baixo risco, não de ausência de risco". "A maioria dos doentes nunca tinha tido um sangramento rectal ou uma anemia grave", lê-se no estudo. Ideias como esta podem ajudar a delinear melhor as campanhas de sensibilização, pois permitem perceber, entre os sintomas mais comuns, quais são os mais significativos. Novas orientações O novo sistema vai permitir avaliar melhor os diferentes sintomas e fazer o cruzamento de dados - o estudo oferece, por exemplo, a análise do risco para uma conjugação de dois sintomas -, e encaminhar melhor os doentes para as unidades de referência. Estima-se que 90% dos diagnósticos de cancro estejam dependentes da percepção dos sintomas. Os restantes 10% correspondem ao diagnóstico através de exames. Em alguns países europeus os médicos de família já têm linhas de orientação para facilitar a referenciação dos casos suspeitos de cancro. Em Portugal, a introdução destas orientações continua prevista para o início de 2010, confirmou ao jornal i o coordenador nacional das Doenças Oncológicas, Pedro Pimentel. As indicações nacionais que vão começar a ser distribuídas tiveram por base documentos de referência britânicos – o principal elaborado pelo Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica (NICE), em 2005 – que agora serão melhoradas com estes novos indicadores de risco. O Alto Comissariado da Saúde não exclui a hipótese de integrar esta nova ferramenta: "Poderemos equacionar este método, juntamente com outras orientações, para avaliar melhor as manifestações inespecíficas", sublinha Pedro Pimentel. "Poderá acelerar todo o processo de investigação para confirmar o diagnóstico." Os dados para já disponíveis são de acesso livre, garante Willie Hamilton. "Uma vida salva já o justifica", diz.

quinta 16 setembro 2010 05:38


Cirurgia para testículo que não desce é indicada antes de um ano Folha de S. Paulo

Cirurgia para testículo que não desce é indicada antes de um ano Folha de S. Paulo Meninos cujos testículos não descem para a bolsa escrotal até os seis meses de idade devem ser operados antes de completar um ano. Após essa idade, aumentam as chances de câncer testicular e de infertilidade, alertam os urologistas. A criptorquidia, ou escroto vazio, é uma das doenças de tratamento cirúrgico mais comuns da infância. Pode afetar até 3% dos recém-nascidos. Entre os prematuros, o índice chega a 30%. A intervenção cirúrgica precoce tem sido um tema bastante discutido nos congressos de urologia. No último evento, ocorrido em novembro, um dos palestrantes, o belga Piet Hoebeke, chefe do Departamento de Uropediatria do Ghent University Hospital, defendeu que a cirurgia de criptorquidia seja feita o quanto antes. A recomendação é endossada pela Sociedade Brasileira de Urologia. "Seis meses é a melhor idade para tratar. Se você trata precocemente, estará prevenindo o câncer e a infertilidade", afirmou Hoebeke à Folha. Segundo ele, se o testículo não desceu do abdome (local onde ambos se desenvolvem durante a vida intrauterina) para a bolsa escrotal até os seis meses, dificilmente isso acontecerá depois desse período. E, se a cirurgia for feita mais tarde, aumentam os riscos de câncer de testículo (na população em geral, a chance é de um caso a cada grupo de 20 mil; entre os meninos com criptorquidia, um a cada 2.000). "A cirurgia precoce diminui em dez vezes o risco de câncer", informa. A não correção do problema, segundo ele, também aumenta em 30% as chances de o garoto ter a fertilidade prejudicada no futuro, especialmente nos casos em que os dois testículos não desceram. Isso ocorre porque a exposição a temperaturas mais altas (no caso, a região abdominal) pode inviabilizar a produção de espermatozoides, causando a infertilidade. O urologista Antonio Macedo Júnior, chefe da uropediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que antigamente os médicos recomendavam esperar até dois anos para operar o problema. "Essa indicação está ultrapassada. Antes de um ano já sabemos se vai descer ou não na apalpação. Se não conseguirmos apalpá-lo ou notarmos os testículos altos, já é indicação cirúrgica." Macedo Júnior afirma, porém, que o diagnóstico precoce não é a realidade no país, especialmente no SUS. "Os meninos precisam ter a sorte de encontrar um pediatra na rede pública que consiga identificar o problema. Depois, precisam ser encaminhados para uma equipe de urologia, que já é mais difícil. Nesses gargalos, vai atrasar mesmo." Outro fator que ainda assusta os pais é a necessidade de anestesia geral para a cirurgia de correção da criptorquidia. "Os pais dizem: "Ah, eu tenho medo de que meu filho tome anestesia". Eu digo para eles que uma hora sob anestesia geral é mais seguro do que passar uma hora dentro de um carro", diz Hoebeke. O médico também é contrário ao tratamento hormonal clássico, que continua sendo recomendado por muitos urologistas para acelerar o amadurecimento e a migração dos testículos para a bolsa escrotal. "Há cada vez mais e mais provas de que, dando hormônios, você pode destruir os testículos. E muitos pediatras continuam recomendando o tratamento", afirma

quinta 16 setembro 2010 05:37


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