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As 9 maiores descobertas dos últimos 130 anos na sexologia  escrito em segunda 23 novembro 2009 14:22

As 9 maiores descobertas dos últimos 130 anos na sexologia

http://hypescience.com/as-9-maiores-descobertas-dos-ultimos-130-na-sexologia/

A sexologia é uma ciência comum, apesar de alguns de seus temas de estudo serem considerados tabu pelos mais puritanos. E, como qualquer ciência, suas descobertas provocaram revoluções na maneira como o assunto é visto.

Entre as maiores revelações, as seguintes são algumas das mais significativas:

9. MULHERES OVULAM MAIS DE UMA VEZ POR MÊS

Em 2003, Roger Pierson, pesquisador da Universidade de Saskatchewan, negou a crença popular de que mulheres ovulam apenas uma vez por mês. Seus estudos contaram com a ajuda de 63 voluntárias e provaram que a ovulação ocorre de duas a três vezes a cada trinta dias. Essas descobertas podem influenciar na maneira com que os ciclos hormonais femininos e a fertilidade são compreendidos.

8. UMA PÍLULA PODE PREVENIR A GRAVIDEZ

Em 1960 as pílulas surgiram como anticoncepcionais para as mulheres. Nos anos 50, estavam sendo usadas apenas como uma maneira de corrigir o ciclo menstrual irregular. No entanto, quando seu potencial como contraceptivo foi descoberto, a pílula significou não só uma inovação no mundo da medicina, mas uma revolução cultural.

7. MULHERES TÊM ORGASMOS

O orgasmo feminino foi descoberto e redescoberto várias vezes durante os últimos 130 anos. Desde o uso de vibradores por médicos tentando aliviar a histeria de suas pacientes até pesquisas mais recentes, que monitoram atividades neurológicas de mulheres durante o momento.

6. O COMPORTAMENTO SEXUAL SEM A FUNÇÃO REPRODUTIVA É NORMAL

Em 1886, um psiquiatra chamado Richard von Kraft-Ebbing, teve uma brilhante idéia: catalogar todos os comportamentos “perversos” de seus pacientes na cama. Sua pesquisa foi batizada de Psychopathia Sexualis e revolucionou a sexologia. Para Kraft-Ebbing, um comportamento sexualmente perverso era definido por qualquer atividade sexual sem o propósito de reprodução (e ainda mais perverso se não praticado por um casal heterossexual). No entanto, sua pesquisa teve o efeito contrário do que o psiquiatra esperava – outros estudiosos, e até mesmo leigos, descobriram que os comportamentos perversos descritos no livro eram tão comuns que chegavam a ser normais.

5. BISSEXUALIDADE EXISTE

De acordo com Freud, pai da psiquiatria e conhecido de qualquer um que tenha um interesse mínimo no assunto, todo ser humano é bissexual. Um dos sexólogos mais infames e conhecidos no mundo, Alfred Kinsey, aproveitou a idéia do antecessor e criou uma escala, de zero a seis, que determina a orientação sexual de uma pessoa. O zero seria uma pessoa totalmente hétero, enquanto o seis representa o homossexual convicto. De acordo com milhares de entrevistas anônimas realizadas nos Estados Unidos, Kinsey determinou que a maioria das pessoas acaba obtendo um três na escala, indicando um possível bissexual.

4. A MEDICINA PODE TRANSFORMAR HOMENS EM MULHERES E VICE-VERSA

A primeira operação que transformou um homem em uma mulher, com sucesso, aconteceu na Dinamarca, em 1952. Mas, mesmo antes disso, houve vários casos de homens que vivessem como mulheres e vice-versa, incluindo tentativas de operação mal-sucedidas. A primeira tentativa registrada foi a de Einar Wegner que, pouco tempo depois, apareceu como a mulher Lib Elbe. No entanto o procedimento foi um fracasso, já que incluiu até mesmo o implante de ovários. Depois de algumas semanas, Lib faleceu.

3. HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA

Em 73, o homossexualismo foi retirado do “catálogo de doenças mentais”. De acordo com especialistas, obviamente um homossexual deprimido pode apresentar distúrbios mentais, no entanto pessoas bem-resolvidas são felizes e normais.

2. MUITOS TIPOS DE IMPOTÊNCIA SEXUAL PODEM SER CURADAS COM UMA PÍLULA

Em 98, homens ganharam a sua versão da pílula. O conhecido comprimido azul chamado Viagra tirou o medo da impotência de muitas mentes masculinas. Essa pílula representou uma revolução científica e, hoje, é um dos produtos mais vendidos em farmácias.

1. ESTÍMULOS NEURAIS PODEM CAUSAR ORGASMO

Também em 98, um médico chamado Stuart Meloy, estava operando a coluna vertebral de uma mulher. Quando ele tocou determinado nervo, sua paciente teve um orgasmo imediato. “O senhor devia ensinar isso ao meu marido”, ela comentou. Atualmente o doutor Meloy está desenvolvendo um aparelho para ser implantado na espinha, que estimule a região, provocando momentos mais prazerosos tanto para homens quanto para mulheres. [io9]

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Apneia do sono pode estar relacionada com a disfunção erétil, alertam especialistas 
http://www.sissaude.com.br/sissaude/inicial.php?case=2&idnot=3684 
Os mecanismos dessa relação ainda eram desconhecidos 

Um estudo alemão recentemente publicado no Journal of Sexual Medicine indica que as disfunções erétil e sexual são altamente prevalentes em pacientes com apneia obstrutiva do sono – doença crônica caracterizada por sintomas, que vão desde o ronco até a sonolência excessiva diurna, podendo gerar repercussões hemodinâmicas gerais, neurológicas e comportamentais. De acordo com os autores, a apneia já vinha sendo associada com a disfunção erétil, mas os mecanismos dessa relação – assim como a associação do problema do sono com outros fatores de risco para a impotência – ainda eram desconhecidos.

Avaliando a relação entre a disfunção erétil e medidas polissonográficas (teste de múltiplos parâmetros utilizado no estudo do sono e de suas variáveis fisiológicas) em pacientes com outros fatores de risco conhecidos para disfunção erétil, os pesquisadores identificaram a apneia em 92% dos pacientes. A disfunção erétil esteve presente em 69% dos pacientes com apneia obstrutiva do sono e em 34% daqueles sem o distúrbio respiratório do sono.

A inclusão na análise de fatores de risco conhecidos – incluindo idade, obesidade, doença coronariana, doença arterial obstrutiva periférica, diabetes, cirurgia da próstata e uso de medicamentos betabloqueadores – e das medidas de apneia do sono identificaram a média de saturação noturna de O2 como fator independentemente associado à disfunção erétil. A idade, doença arterial oclusiva periférica, cirurgia prostática e hipertensão arterial foram confirmadas como fatores de risco para a disfunção erétil, mas não excluíram o risco associado à apneia do sono. Resultados semelhantes foram observados em relação à disfunção sexual.

"O estudo concluiu que a disfunção erétil e a disfunção sexual foram altamente prevalentes em pacientes com apneia obstrutiva do sono", destacaram os autores. "Apesar dos fatores de risco conhecidos, a saturação média de oxigênio noturna foi um fator adicional independentemente correlacionado com estas essas disfunções, sugerindo que a oxigenação noturna deficiente, relacionada à apneia obstrutiva do sono, contribui de forma específica para a evolução da disfunção erétil", concluíram os especialistas.

Fonte: Journal of Sexual Medicine. Volume 6, Issue 11, Oct 2009. Pages 3147 – 3157 

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